Marcelo Copello na Veja-Rio on-line

July 29th, 2011

A partir de 13/06/2011 acompanhe a coluna de Marcelo Copello na Veja-Rio on-line: 

http://vejario.abril.com.br/blog/vinoteca/

 

 

 

Best of Vinho Verde

June 20th, 2011

Leves, frescos, bons e baratos, o Vinho Verde cresceu 77% no Brasil nos últimos 5 anos. Vejam o resultado e os bastidores do concurso “Best of Vinho Verde”, em Portugal. Além disso: historias, estilos e dicas do que comprar em: http://vejario.abril.com.br/blog/vinoteca/

Abraços,

Marcelo Copello

Personalidade do Vinho 2011

June 18th, 2011

Amigos, acabo de receber mais uma boa notícia, leiam em: www.enoeventos.com.br/201102/personalidade/personalidader.htm

Obrigado a todos,

Marcelo Copello

Copello estréia em Veja Rio on-line

June 13th, 2011

Acaba de entrar no ar no novo site de Veja Rio (www.vejario.com.br), com novo visual e muito mais conteúdo.

Junto com o site um novo time de novos colunistas estréia on-line. Entre eles estão Fernanda Torres, Manoel Carlos, Marina Ivo (Ateliês), Leonardo Amarante (Defesa do Consumidor), Bruno Salles (Futebol), Melissa Jannuzzi (Moda) e Marcelo Copello, falando de vinho.

Veja sua primeira coluna em: http://vejario.abril.com.br/blog/vinoteca/

Coloque em seus favoritos e deixe seu comentário!

O Brasil na Argentina

May 13th, 2011

Caros, confesso que fiquei surpreso com o interesse pelo Brasil na Argentina, estive lá semana passada e acabei dando uma dúzia de entrevistas, entre rádios, TV, jornais, sites e revistas. O Brasil realmente está em foco no mundo.

Esta entrevista saiu no inicio da semana no Diario Uno, jornal de Mendoza-Argentina, leiam em    www.mardevinho.com.br/uploads/2011/05/Entrevista-Copello-Diario-Uno.pdf

 

Esta saiu hoje, na capa on line de um dos mais importantes jornais da Argentina, o La Nacion:   http://www.lanacion.com.ar/     Para ler vejam na direita embaixo, no suplemento “Brando”

Abraços,

Marcelo Copello

Baco  Multimidia

Curos de Vinhos com Marcelo Copello

April 19th, 2011

Estão abertas as inscrições para mais um Curso Básico de Vinhos com Marcelo Copello, na Escola Mar de Vinho. Para quem quer se iniciar no mundo do vinho é imperdível: um curso completo, voltado para o leigo, com 3 aulas, 3 jantares, todos os vinhos e material didático, tudo incluído. 

Início em 12/05, iscrições até o dia 2/05, apenas 20 vagas, garanta a sua!

Inscrições pelo marketing@mardevinho,com.br

Todos os detalhes em: www.mardevinho.com.br/agenda/curso-basico-3

Não percam também ”Vinho & Jazz” – ultimas vagas: http://www.mardevinho.com.br/agenda/vinho-jazz

Degustação Vinho & Jazz

April 14th, 2011

Data – 09/05 – segunda-feira
Hora – de 19:00 às 22:00 (às 19:00 recebemos os pontuais com espumantes e às 19:30 começamos)
Endereço – Eccellenza (Rua Visconde de Caravelas 121 – Botafogo, manobristas no local)

 

Você gosta de Jazz? E de vinho, gosta?

Vinho e Jazz se relacionam de diversas formas e estão tão próximos quanto nariz e boca estão do ouvido.

O que diferencia o jazz dos demais gêneros musicais?  E o que diferencia o vinho das demais bebidas?

Venha conhecer mais sobre jazz e vinho e explorar a relação complexa e maravilhosa entre estas duas artes.


No programa: Miles Davis, John Coltrane, Billie Holiday, Frank Sinatra, Ella
Fitzgerald, Keith Jarret, Herbie Hancock e muitos outros, harmonizados com
vinhos de altíssima qualidade e pizzas criadas por chefs renomados.

Vinhos:

Boas vindas com espumantes Valduga e Salton

  • Champagne Veuve Cliquot Ponsardin Brut
  • Nossa 2008, Filipa Pato, Portugal (Porto a Porto)
  • Finca Muñoz Reserva de la Familia 2007, Espanha (Decanter)
  • Puzzle 2008 (15 castas), Gimenez Mendez, Uruguai (Hannover)
  • Barolo Terlo 2005, Poderi Luigi Einaudi, Piemonte-Itália (Porto a Porto) (a confirmar)
  • Vinho de sobremesa “surpresa”

  

Preço: R$ 150,00 até o dia 25/04 após R$ 200,00 (Pagamentos parcelados sob consulta)

A PROMOÇÃO “TRAGA UM AMIGO E GANHE UMA GARRAFA DE VINHO” CONTINUA!*

Vagas limitadas

Reservas:

Na Mar de Vinho com Renata no tel: (21) 3507-0337 ou pelo email marketing@mardevinho.com.br

ou

Na Eccellenza pelo tel: (21) 2535-0591 ou no local.

*Inscrições só serão confirmadas mediante comprovação de pagamento.

Obs:

Não repomos aulas perdidas nem reembolsamos valores pagos.

Datas e programas sujeitos a alteração.

Todos os eventos realizados na Escola Mar de Vinho são para maiores de 18 anos.

*Promoção válida para os 5 primeiros inscritos que levarem um amigo.

Vertical de Vega Sicilia UNICO

March 31st, 2011

Presente em todas as  listas de maiores vinhos do mundo, o Vega Sicilia UNICO transcendeu a categoria de vinho para receber o status de lenda. Para os afilhados em Bacos é imprescindível prová-lo ao menos uma vez na vida (ou duas, ou duzentas…). Eis aqui uma oportunidade!

Realizamos uma prova semalhante ano passado, veja como foi em: www.mardevinho.com.br/colunas/unico

Data – 20/04 – 4a feira
Hora – de 19:45 às 23:00 (às 19:45 recebemos os pontuais com champagne e às 20:00 começamos)
Endereço -  Restaurante Mr. Lam (Rua Maria Angélica, 21 – Lagoa) – manobristas no local

TRAGA UM AMIGO E GANHE UMA GARRAFA DE VINHO*

 

Programa

Boas vindas com espumante espanhol Cava

Aula didática de Marcelo Copello sobre a safra a Bodega Vega Sicilia e o UNICO

  • Degustação orientada dos seguintes vinhos (50ml de cada vinho por pessoa):
    1. Vega Sicilia Unico 1998
    2. Vega Sicilia Unico 1995
    3. Vega Sicilia Unico 1991
    4. Vega Sicilia Unico Reserva Especial (safras 90, 91, 96)
    5. Vega Sicilia Unico 1989

Após a vertical, jantar acompanhado de ótimos vinhos:

  • Espumante Ferrari Brut Rosé (Itália) 
  • Arzuaga Navarro Reserva 2005 (Espanha)
  • Jerez Pedro Ximenez (com a sobremesa)
  • Após o jantar: Brandy Espanhol (ambulância de plantão)

MENU:

Primeiro Ato: 

  • Satay de Frango – Tradicionais “espetinhos” orientais de frango acompanhados do secreto molho de Mr. Lam
  • Gambie – Verdinhas, crocantes, sequinhas e acompanhadas de castanhas de caju doces e apimentadas
  • Sqwab – Enroladinhos com cubos de frango finamente cortados e temperados, alface e molho escuro de Mr. Lam
  • Spring Rolls de Vegetais

Segundo Ato:

  •           Ma Mignon – Filet mignon fatiado servido com um molho para não esquecer jamais.
  •           Yakisoba de peking – Massa feita a mão com carne, broto de feijão, shitake e legumes

        Acompanhamentos: Arroz Frito e Mix de Vegetais

Terceiro Ato:

  •           Crispy Duck -Meio pato crocante servido com cebolinhas verdes e pepinos finamente fatiados, panquequinhas e molho.

Ato final:

  •           Uhn Ehggi

Preço: R$ 850,00 até o dia 15/04, após R$ 1000,00

Vagas limitadas a 14 pagantes

Reservas:

Com Renata no tel.: (21) 3507-0337 ou pelo email marketing@mardevinho.com.br

*Inscrições só serão confirmadas mediante comprovação de pagamento.

Obs:

Não repomos aulas perdidas nem reembolsamos valores pagos.

Datas e programas sujeitos a alteração.

Todos os eventos realizados na Escola Mar de Vinho são para maiores de 18 anos.

*Promoção válida para os 5 primeiros inscritos que trouxerem um amigo

01/04/2011 – “Como o vinho se tornou moderno?”

March 30th, 2011

Por Marcelo Copello

O crescimento do consumo de vinho no mundo não se deve apenas à fatores econômicos ou motivações de ordem médica. Há também motivos filosóficos, culturais, sociais e psicológicos. Podemos dizer que o nobre fermentado é a bebida do nosso tempo, a que melhor se adapta à vida do homem moderno. 

Mas como uma bebida tão antiga, com mais de 7 mil anos de história, tornou-se contemporânea? Este é o tema da exposição “How Wine Became Modern: Design + Wine – 1976 to Now”. O evento acontece até 7 de abril, no San Francisco Museum of Modern Art (SFMOMA). 

Vinícola Clos Pegase, no Napa Valley

Esta exibição de arte explora o processo de transformação da cultura visual do vinho (principalmente na arquitetura e no design) nas últimas três décadas. Segundo seu curador, Henry Urbach, esta é a primeira mostra de arte a de fato considerar a cultura do vinho como um conjunto de fenômenos culturais ricos, modernos e globalizados.  

A exposição agrega artefatos como maquetes arquitetônicas, fotografias, pinturas, esculturas, apresentações de multimídia e ambientes para imersões multi-sensorias (que incluem aromas). Serão exibidos ainda filmes relacionados ao tema e ambientes temáticos oferecerão um passeio por assuntos de interesse dos enófilos como: terroir, o mundo do vinho, a moderna produção, rótulos, garrafas e taças, aromas e palavras, enoarquitetura, enoturismo, degustação e o “Julgamento de Paris”.  

Terroir

Ponto de partida desta exibição, o “Julgamento de Paris” foi uma degustação às cegas que aconteceu em 1976 e deu a vitória a então desconhecidos vinhos californianos, sobrepujando os medalhões franceses. Esta prova, comemorativa dos 200 anos da independência norte-americana, tornou-se o grande marco do século XX na história do vinho do novo mundo. Deste momento em diante o eixo da produção e do consumo do nobre fermentado começou a se deslocar da Europa para outros continentes e países, como Oceania (Austrália), África (do sul) e as América do Norte (Califórnia) e do Sul (Chile e Argentina). Basta dizer que até 1980 os países do dito novo mundo detinham uma fatia de apenas 1,6% do comércio mundial de vinho. Em 2005 a fatia havia engrossado para quase 25% das exportações mundiais. Esta mudança também teve reflexos na cultura do vinho, que começou a valorizar menos a tradição e mais a inovação, diversificação e globalização. 

O Julgamento de Paris

A ligação do SFMOMA com o vinho é natural, por sua localização geográfica (São Francisco fica a poucos quilômetros dos vinhedos californianos) e antiga. Em 1985 este museu organizou o que teria sido o primeiro concurso de arquitetura e design para criação de uma vinícola, a Clos Pegase, no Napa Valley. Os vencedores criaram linhas arquitetônicas pós-modernas para a vinícola. 

Hoje a arquitetura de vanguarda e o vinho andam de mãos dadas. Passear por modernas regiões vinícolas como Napa Valley ou Mendoza é também um passeio por modernos estilos arquitetônicos. Aos interessados no tema recomendo o belo livro “Wineries/Bodegas Architecture And Design”, de Hans Hartje e Jeanlou Perrier, que já rendeu um segundo volume e pode ser comprado facilmente na internet.   

“Smell Wall” ambientes para imersões multi-sensorias

O gosto do vinho é um reflexo de seu terroir e da mão do homem que o fez. Este gosto evoluiu ao longo da história, da mesma forma que a cultura do vinho evoluiu, se modernizou e está cada vez mais conectada com outras formas de cultura e cultura, como mostro mensalmente nesta coluna.

Marcelo Copello (mcopello@mardevinho.com.br)

www.mardevinho.com.br

25/03/2011 – “Selo, último capítulo”

March 23rd, 2011

Por Marcelo Copello

Finalizando a série novelesca de entrevistas sobre o controverso Selo de Controle Fiscal, completamos um ciclo. Falamos com representantes da Associação Brasileira de Bebidas (ABRABE), Associação Brasileira de Exportadores e Importadores de Alimentos e Bebidas (ABBA), instituto Brasileiro do Vinho (IBRAVIN), importadores, produtores nacionais e agora encerramos com a União Brasileira de Viticultura (UVIBRA):

O material aqui fornecido é completo e imparcial, com opiniões antagônicas e os documentos legais referentes ao tema. Não deixem de ler todas as entrevistas e os documentos legais, pois as opiniões são altamente divergentes. Tirem suas conclusões e boa leitura!

Leia as entrevistas anteriores em:

- Ciro Lilla, ABRABE: www.mardevinho.com.br/uploads/2009/05/gazetabrancos-nacionais1.pdf

- Adolar Hermann, importador e membro da ABRABE e da ABBA: www.mardevinho.com.br/colunas/o-fantasma-do-imposto

- Adilson Carvalhal Junior, ABBA: www.mardevinho.com.br/colunas/selo

- Ademir Brandelli, produtor brasileiro: www.mardevinho.com.br/colunas/selo2

- Carlos Paviani – IBRAVIN: www.mardevinho.com.br/colunas/selo2

Antes da entrevista publico aqui, para que todos tenham acesso a informação mais precisa, o texto completo da Instrução Normativa que regula o selo. Representantes da ABBA me enviaram este documento solicitando lembrar que não é possível, por lei, selar os estoques antigos (que já estão distribuídos em lojas etc), pois só os importadores teriam o “registro especial”, necessário para tal. Segue a lei:

-Instrução Normativa RFB nº 1026

- Instrução Normativa RFB nº 1065

- Anexo_I_INRFB_1065-2010

- Anexo_II_INRFB_1065-2010

- Anexo_III_INRFB_1065-2010

ENTREVISTA COM HENRIQUE BENEDETTI

Marcelo Copello: Selo Fiscal, quem perde e quem ganha?

Henrique Benedetti: O maior beneficiado é o consumidor. Em breve, o selo fiscal será um diferencial que o identifica dos vinhos comercializados ilegalmente. Ele torna tudo claro para os comerciantes e, sobretudo, para os consumidores. Antes ninguém sabia como identificar os vinhos contrabandeados, que somam mais de 15 milhões de litros ao ano no Brasil. Agora, com o selo fiscal, os produtos corretos serão facilmente reconhecidos pelos consumidores, que se tornarão fiscais voluntários. Qualquer individuo pode denunciar a fraude quando perceber um produto sem selo. Hoje isso é impossível. A Receita Federal e a Policia Federal tem estrutura em todo o Brasil e estarão prontas para agir. Nos próximos meses, o consumidor já deve começar a procurar vinhos da safra 2011 que tenham o selo fiscal, pois ele é a única garantia de que o produto é legal. Vinhos de safras novas sem o selo devem ser desprezados pelo consumidor, visto que tanto as vinícolas como as importadoras não podem mais vender produtos sem as etiquetas oficiais. 

Marcelo Copello: De onde vem este número de 15 milhões de litros de vinhos contrabandeados por ano no Brasil? 

Henrique Benedetti: Na verdade, este é um número bastante conservador. Segundo técnicos federais de fiscalização na fronteira, o Paraguai importou, em 2009, 42 milhões de litros de vinho engarrafado, sobretudo do Chile e da Argentina. E não exportou nenhuma garrafa oficialmente. Ou seja, ou a população paraguaia, que é menor de 6 milhões de pessoas, consome muito vinho, ou a maioria dos vinhos importados pelo Paraguai da Argentina e do Chile estão sendo “encaminhados” para outros países. Como o Brasil é o grande país consumidor de produtos do Paraguai, sobretudo originados do descaminho, os fiscais federais brasileiros estimam que a maior parte dos 42 milhões de litros de vinhos importados pelo Paraguai acabe no Brasil. Quer dizer, no mínimo, e só do Paraguai, devem entrar 15 milhões de litros de vinhos contrabandeados. Na prática, este volume deve ser maior ainda. 

Marcelo Copello: Por decisão da Justiça, os associados da Associação Brasileira de Exportadores e Importadores de Alimentos e Bebidas (ABBA) não precisam selar seus vinhos. Isso não vai gerar uma confusão na cabeça dos consumidores? 

Henrique Benedetti: Não vai criar confusão, porque esta liminar deve cair a qualquer momento, por falta de embasamento técnico. Daqui a pouco, todos os vinhos comercializados no Brasil estarão com selo. Quem não estiver vai sair prejudicado, porque vai ter que explicar se é ou não legal. É importante ressaltar que, em breve, o consumidor vai começar a ver garrafas sendo vendidas somente com selo, que vai virar sinônimo de LEGALIDADE. Quem não tiver selo em suas garrafas serão vistos com desconfiança pelo consumidor, já que ele não poderá saber se tais vinhos são legais ou fruto de descaminho (contrabando). 

Marcelo Copello: O preço dos vinhos vai aumentar em virtude da aplicação do selo?

Henrique Benedetti: A implantação do selo não justifica aumento de preço dos vinhos. Quem fizer isso vai estar usando o selo como desculpa para lucrar mais. Até hoje, vivemos uma reserva de mercado que só beneficia os sonegadores. A partir da implementação do selo fiscal e em conjunto com a Substituição Tributária, vamos eliminar a possibilidade de sonegação. Assim, grandes e pequenos trabalharão em igualdade de condições. O selo fiscal é impresso pela Casa da Moeda. Sua falsificação é considerada crime. O valor de confecção do selo é de R$ 23 para cada 1.000 selos. Ainda há um custo de corte dos selos, que varia de preço, mas fica na média de R$ 2 o milheiro. Estes valores podem ser creditados do pagamento devido pelas empresas de PIS e Cofins. O custo para as empresas, portanto, é somente da colocação do selo nas garrafas, calculado em menos de R$ 0,01 (um centavo) a garrafa.  

Marcelo Copello: Há quem diga que a criação do selo atende a um pedido das grandes vinícolas brasileiras do Rio Grande do Sul. Isso é verdade? 

Henrique Benedetti: Isso é uma bobagem. Na prática, temos três ou quatro grandes vinícolas no Brasil, que, mesmo assim, são consideradas médias empresas quando comparadas a firmas de outros setores. Cerca de 95% do setor é formado por pequenas empresas. Um estudo feito pelo Grupo de Trabalho que tratou da implantação do selo na Câmara Setorial descobriu que dos 5% dos produtores que são contra a sua adoção, apenas 1,34% produzem menos de 500 mil litros de vinho por ano. Os demais estão acima deste patamar. Ou seja, a maioria de quem é contra o selo é considerado grande empresa e não pequena! Temos certeza que o selo fiscal vai ajudar o pequeno e o grande. E essa história que o selo pune os pequenos produtores é uma balela. Na indústria da cachaça existem milhares de pequenos produtores bem adaptados. É somente mais um procedimento a cargo do contador da empresa.

Marcelo Copello: O selo fiscal não pode aumentar ainda mais a informalidade e o contrabando? 

Henrique Benedetti: Claro que não. O comprador/comerciante não vai querer o produto sem selo fiscal, porque ele correrá sério risco de perder a mercadoria e ainda ser multado. E a informalidade diminui em função do risco. 

Marcelo Copello: O selo fiscal resolve os problemas do setor? 

Henrique Benedetti: O selo de controle fiscal não é uma solução definitiva, mas é um instrumento legítimo que prioriza e auxilia os bons e honestos produtores e comerciantes. Entretanto, certas exigências e medidas são necessárias para poder equilibrar as forças econômicas e dar chance também aos pequenos. O selo fiscal, nas atuais condições de mercado, é um instrumento útil. Se por um lado ele representa uma atividade burocrática e que exige maior planejamento industrial e comercial, por outro lado vai possibilitar condições de concorrência mais equilibradas, principalmente frente ao descaminho, inimigo das empresas sérias que trabalham com vinhos brasileiros e importados. Quem trabalha corretamente, não tem como ser contra o selo. 

Marcelo Copello: Qual a posição da Uvibra em relação ao selo? 

Henrique Benedetti: A Uvibra é extremamente favorável ao selo. Até então, o vinho era a única bebida que era comercializada no País sem o selo de controle. Outras bebidas como cervejas e refrigerantes são submetidas a outro tipo de controle, com medidores de vazão instalados nas fábricas. O objetivo do selo é aumentar o controle no comércio de vinhos brasileiros e importados. Ele inibe a concorrência desleal, dificulta a prática de fraudes e, principalmente, cria condições de igualdade competitiva entre as empresas, beneficiando quem trabalha dentro das obrigações legais e de mercado. Uma dessas práticas nocivas é a adulteração do vinho com a diluição do produto. O selo estabelece  um controle maior no destino dos vinhos e derivados vendidos a granel, o que, como um benefício extra, vai melhorar a qualidade dos vinhos à disposição no mercado. A entrada de vinho ilegal no Brasil, principalmente de países de fronteira como Argentina, Uruguai e Paraguai, também é uma prática que tem aumentado, prejudicando a concorrência com o vinho brasileiro, já que o produto estrangeiro entra sem pagar o Imposto de Importação.

Marcelo Copello (mcopello@mardevinho.com.br)

www.mardevinho.com.br