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Vôo do Pato ao Pináculo da Baga

Vôo do Pato ao Pináculo da Baga

17/01/2017

Marcelo Copello

Brasil

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Seus vinhos trazem a verdade de um terroir único no mundo e uma casta, a Baga, tão rebelde quanto este criativo e inquieto enólogo da Bairrada.

 O Quinta do Robeirinho Pé Franco, ou apenas Pé Franco, tem este nome porque as vinhas que lhe deram origem são plantadas em solo arenoso, sem enxerto, em “pé franco”, como era feito antes da filoxera. Este é um vinho raro, de produção ínfima, cerca de apenas mil garrafas ao ano, fruto de um rendimento inacreditavelmente pequeno (são necessários seis pés de vinha para produzir uma única garrafa). Tive o prazer de provar junto a Luís Pato, três safras deste mítico vinho, comprovando sua grandeza.

Quinta do Ribeirinho Pé Franco 1996 – Cor quase escura, entre rubi e granada. Aroma denso e rico, musgo, ervas, frutas vermelhas e negras, eucalipto, couro e especiarias, madeira discreta, fundo mineral que aparece depois na taça. Paladar seco, mas sem a dureza esperada de um superbaga como este, com boa maciez, extremamente equilibrado, com taninos-acidez presentes com finesse.

Nota: 95 pontos

 

Quinta do Ribeirinho Pé Franco 2001 – Cor quase escura, entre rubi e granada. Aroma floral, perfumado, complexo, com frutas maduras, especiarias, madeira integrada, eucalipto. Um pouco fechado, necessita ao menos de duas horas de decanter. Paladar de grande estrutura, com taninos ainda nervosos, ótima acidez, conjunto equilibrado e fino. Embora já bebível, ainda não está em seu auge e deverá crescer bastante até seu vigésimo ano, superando o 1996. O melhor do trio.

Nota: 97 pontos

 

Quinta do Ribeirinho Pé Franco 2009 – Cor rubi escuro violácea. Perfil aromático diferente dos demais, muito mais frutado e moderno, com fruta mais doce, limpa e bem definida, e violetas, acompanhado das notas de sempre: eucalipto, especiarias, madeira presente e bem colocada. Paladar potente e elegante, com taninos mais doces, sempre finos, porém ainda jovens, por resolver, acidez equilibrada, 13% de álcool. Embora ainda precise de tempo para chegar ao auge, prevejo aqui uma evolução mais rápida que os demais, chegando ao ápice talvez em mais três/cinco anos e mantendo-se por décadas.

Nota: 94 pontos

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Marcelo Copello

Marcelo Copello


Marcelo Copello é um dos principais formadores de opinião da indústria do vinho no Brasil, com expressiva carreira internacional. Eleito “O MAIS INFLUENTE JORNALISTA DE VINHOS DO BRASIL” pela revista Meininger´s Wine Business International, e “Personalidade do Vinho” 2011 e 2013 pelo site Enoeventos.

Curador do RIO WINE AND FOOD FESTIVAL, e Publisher do Anuário Vinhos do Brasil, colaborador de diversos veículos de imprensa, colunista da revista Veja Rio online. Professor da FGV, apresentador de rádio e TV, jurado em concursos internacionais de vinho, como o International Wine Challenge (Londres). Copello tem 6 livros publicados, em português, espanhol e inglês, vencedor do prêmio Gourmand World Cookbook Award 2009 em Paris e indicado ao prêmio Jabuti.

Especialista no mercado e nos negócios do vinhos, fazendo palestras no Brasil e no exterior, em eventos como a London Wine Fair (Londres). Copello é hoje um dos palestrantes mais requisitados. Para saber mais sobre as palestras e serviços de Copello clique AQUI

  

Contato: contato@marcelocopello.com