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Você conhece a Sangiovese?

Você conhece a Sangiovese?

13/01/2019

Marcelo Copello

Mundo do Vinho

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Por Marcelo Copello

Falar de Sangiovese é falar de Itália. Lá esta é a uva mais plantada por todo o país, com cerca de 70.000 hectares, representando cerca de 10% de todos os vinhedos da velha bota.

A Sangiovese está presente em nada menos que 388 DOCGSs, DOCs e IGTs italianas, mas somente no Brunello di Montalcino e em seu irmão menor, o Rosso di Montalcino ela é obrigatória em 100%.

Sua origem é controversa. Após muitas pesquisas não se sabe sua origem é a Romagna, Sicilia ou Toscana (a origem mais aceita).  Alguns falam que ela é filha de outra casta italiana, a Ciliegiolo. Outros cientistas falam que seria o oposto, a Sangioveses seria o pai desta.

A Sangiovese tem uma incrível variação de estilo entre seus inúmeros clones e às vezes até de planta para planta. É um verdadeiro camaleão, variando muito de acordo com solo e o clima

A Sangiovese em muitos nomes, como Brunello ou Sangiovese Grosso (em Montalcino), Sangiovese Piccolo, Sangiovetto ou San Giovetto (no Chianti),  Morellino (em Scansano), Prugnolo Gentile (em Montepulciano). Até pouco tempo achava-se que estas eram de fato castas diferentes, mas no início do século XXI, descobriu-se que são clones da mesma uva, a Sangiovese.

Hoje existem 89 clones registrados de Sangiovese, mais do que qualquer outra variedade na Itália. Este clones foram os selecionados depois de décadas de pesquisas e seleções, são os melhores.

Como Nebbiolo e Pinot Noir, a Sangiovese simplesmente não tem muitos antocianos, ou seja, muita cor. Embora clones e vinificações mais modernas podem gerar vinhos opacos, de acordo com a moda, estes não são os Sangioveses mais tradicionais.

Normalmente os vinhos da Sangioveses são tintos de cor que vai de média a escura, com aromas frutados e típica notas cerejas pretas e alcaçuz. No paladar os taninos costumam ser secantes e uma característica é a elevada acidez, que proporciona um casamento perfeito com a culinária italiana.

Para harmonizer há muitas possibilidade. Recomendo, por exemplo, um Chianti Clássico com boa macarronada à bolonhesa, ou um Brunello di Montalcino com bisteca à fiorentina.

Marcelo Copello

Marcelo Copello


Marcelo Copello é um dos principais formadores de opinião da indústria do vinho no Brasil, com expressiva carreira internacional. Eleito “O MAIS INFLUENTE JORNALISTA DE VINHOS DO BRASIL” pela revista Meininger´s Wine Business International, e “Personalidade do Vinho” 2011 e 2013 pelo site Enoeventos.

Curador do RIO WINE AND FOOD FESTIVAL, e Publisher do Anuário Vinhos do Brasil, colaborador de diversos veículos de imprensa, colunista da revista Veja Rio online. Professor da FGV, apresentador de rádio e TV, jurado em concursos internacionais de vinho, como o International Wine Challenge (Londres). Copello tem 6 livros publicados, em português, espanhol e inglês, vencedor do prêmio Gourmand World Cookbook Award 2009 em Paris e indicado ao prêmio Jabuti.

Especialista no mercado e nos negócios do vinhos, fazendo palestras no Brasil e no exterior, em eventos como a London Wine Fair (Londres). Copello é hoje um dos palestrantes mais requisitados. Para saber mais sobre as palestras e serviços de Copello clique AQUI

  

Contato: contato@marcelocopello.com