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A história da doçura do Champagne

A história da doçura do Champagne

06/12/2016

Marcelo Copello

Mundo do Vinho

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Por Marcelo Copello.

Os espumantes que bebemos hoje tem sua doçura muito bem definida e classificada. No passado contudo os níveis de eram outros, bem maiores, chegando a níveis surpreendentes!

A maioria dos espumantes produzidos hoje no mundo está nas categorias seco (Brut) e meio doce (Demi-Sec). Veja a legislação para a doçura dos espumantes no Brasil e na Champagne-França

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BRASIL

Nature             até 3

Extra-Brut        3,1 a 8

Brut                 8,1 a 15

Sec/Seco        15,1 a 20

Demi-sec         20,1 a 60

Doce               60,1 a 80

CHAMPAGNE

Nature             até 3

Extra-Brut        até 6

Brut                 até 12

Extra Dry         12 a 17

Sec                  17 a 32

Demi-sec         32 a 50

Doux               Acima de 50

Mas nem sempre foi assim. Você sabia que antigamente o champagne era uma bebida eminentemente doce? Os teores de açúcar foram caindo ao longo da história.

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Até os anos 1920 era comum que a dosagem do champagne fosse determinada pelo mercado a que destinava. Em vez do uso de termos brut ou demi-sec, usava-se: goût anglais, goûtaméricain e goût français (respectivamente “gosto inglês”, “gosto americano” e “gosto francês”), em ordem crescente de doçura.

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Estes valores variaram ao longo da história, mas há registros de que no fim do século XIX estes valores seriam de, para ingleses – 22 a 66 g/l; americanos – 110 e 165 g/l; e franceses – 165 a 200 g/l. As de “gosto francês” eram as mais exportadas para a Rússia, por exemplo, onde a preferência era pelos mais açucarados.

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Lembro que hoje praticamente todos os espumantes do mercado estão abaixo dos 50g/l e que um Sauternes contém cerca de 100-150 gramas e que um refrigerante, tipo Coca-Cola, tem pouco mais de 100 gramas de açúcar por litro. Ou seja, antigamente os Champagnes eram mesmo muito doces!

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Marcelo Copello

Marcelo Copello


Marcelo Copello é um dos principais formadores de opinião da indústria do vinho no Brasil, com expressiva carreira internacional. Eleito “O MAIS INFLUENTE JORNALISTA DE VINHOS DO BRASIL” pela revista Meininger´s Wine Business International, e “Personalidade do Vinho” 2011 e 2013 pelo site Enoeventos.

Curador do RIO WINE AND FOOD FESTIVAL, e Publisher do Anuário Vinhos do Brasil, colaborador de diversos veículos de imprensa, colunista da revista Veja Rio online. Professor da FGV, apresentador de rádio e TV, jurado em concursos internacionais de vinho, como o International Wine Challenge (Londres). Copello tem 6 livros publicados, em português, espanhol e inglês, vencedor do prêmio Gourmand World Cookbook Award 2009 em Paris e indicado ao prêmio Jabuti.

Especialista no mercado e nos negócios do vinhos, fazendo palestras no Brasil e no exterior, em eventos como a London Wine Fair (Londres). Copello é hoje um dos palestrantes mais requisitados. Para saber mais sobre as palestras e serviços de Copello clique AQUI

  

Contato: contato@marcelocopello.com